Nos últimos anos, a educação brasileira passou por um conjunto de reformas que impactaram fortemente as escolas públicas e os/as estudantes do ensino médio. As reformas são fruto da ação de organizações empresariais que atuam no Brasil e têm muita influência nas políticas educacionais de diferentes governos, com grande capacidade de financiar, comunicar e realizar lobby político.
São Paulo possui a maior rede pública de escolas estaduais do país e tem sido pioneiro na implementação do Novo Ensino Médio (NEM) e de políticas educacionais de privatização, plataformização, fechamento de turmas do período noturno, norteadas por conteúdos pautados por avaliações externas em larga escala. Se os problemas da educação paulista não começaram há três anos, a gestão do governador Tarcísio de Freitas e do Renato Feder, à frente da Secretaria de Educação (SEDUC), tem atuado para acelerá-los e aprofundá-los, sem ouvir as comunidades escolares afetadas por suas políticas. É o que denunciam acadêmicos, ativistas, estudantes, profissionais da educação e demais entidades da área. Desde 2023, privatização, plataformização, violações à liberdade de cátedra e de privacidade, supressão da autonomia, repressão a manifestações e subfinanciamento da educação vêm sendo alguns dos pontos apontados por quem vive o dia a dia da escola pública no estado.
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